Morar de aluguel ou financiar a casa própria?

Em 2019, o mercado imobiliário nacional apresentou crescimento em linhas de crédito para aquisição da casa própria. O mês de janeiro obteve um volume maior de empréstimos do que os últimos quatro anos nesse período. Por outro lado, a recente crise econômica do País gerou um alto número de imóveis financiados leiloados devido a atrasos no pagamento das parcelas. Assim, entre 2017 e 2018, a Caixa retomou 62% das propriedades financiadas no período. Logo, isso nos leva à pergunta: morar de aluguel ou financiar? Qual a melhor opção?

Primeiramente, se por um lado as taxas e condições podem parecer atraentes, por outro é necessário refletir sobre suas reais condições antes de partir para um investimento maior. Afinal, um crédito imobiliário tem como garantia o próprio bem imóvel. E os bancos são rigorosos com relação a atrasos.

Desse modo, se você não estiver financeiramente pronto para um financiamento, o sonho da casa própria pode se tornar um pesadelo. Pois, se houver atrasos recorrentes, em pouco tempo, o financiador tem o direto de tomar o imóvel e depois levá-lo a leilão.

Assim, independentemente de quanto você pagou, além de perder o imóvel, seu investimento não será devolvido. Então, o primeiro passo é analisar suas condições e em seguida avaliar as duas opções com cuidado. Quer saber se você está no momento certo para morar de aluguel ou financiar? Continue lendo e entenda!

Para quem é o financiamento imobiliário

Em primeiro lugar, o financiamento de imóveis é, sim, uma alternativa para adquirir um bem habitacional. No entanto, essa solução pode não ser a melhor alternativa em todos os casos.

Essa linha de crédito é ideal para compradores com rendimentos fixos e duradouros. Por exemplo, funcionários públicos com salários e aposentadorias relativamente garantidas.

Por outro lado, profissionais liberais e funcionários de empresas privadas não tem a mesma previsibilidade financeira. Nesse aspecto, há incerteza no futuro a médio e longo prazo. É preciso avaliar bem os riscos no seu mercado de atuação e possíveis apoios (como familiares) que possa contar em período de alguma contingência.

Segundo um levantamento realizado pela Infomoney, o tempo médio de permanência no mesmo emprego é de 3 a 4 anos e meio. Dessa forma, não é prudente contar com o mesmo emprego durante todo o período do financiamento imobiliário. Nesse meio tempo, eventualmente, as chances de ficar sem emprego são elevadas.

O público do crédito imobiliário

Um crédito imobiliário requer um bom planejamento de vida. Além de por suas finanças em ordem, é fundamental, ainda, saber onde você quer estar nas próximas décadas.

Só para ilustrar, imagine uma pessoa com planos para passar em um concurso ou vaga de trabalho em outros estados do País. Ou até mesmo no exterior. De fato, o ideal é investir, sobretudo, numa solução habitacional com compromisso menos rígido. Logo, o financiamento não seria a melhor opção. Afinal, essa pessoa pagaria por algo que possivelmente não viria a usufruir no futuro.

Por outro lado, um casal com filhos, que pretende se aposentar no mesmo lugar e manter um imóvel durante muitos anos, o financiamento imobiliário faz mais sentido. Até porque esse perfil de comprador, geralmente, já conquistou uma posição financeira mais tranquila a fim de partir para esse tipo empréstimo.

Assim sendo, por mais que pareça contraditório, o crédito para imóveis é mais indicado para quem tem condições financeiras mais estáveis e duradouras. Estas pessoas podem, por exemplo, não ter o valor total para comprar um imóvel à vista e, então, precisam financiar para adquirir o empreendimento.

Nesse sentido, há algumas formas de se preparar para começar a pensar no financiamento como uma alternativa habitacional. Confira a seguir!

Como se preparar para um financiamento de imóveis

Antes de decidir entre morar de aluguel ou financiar, o essencial é poupar. Seja como for, você deve manter uma reserva a fim de evitar adversidades financeiras.

Em segundo lugar, é necessário um bom planejamento para adquirir imóvel. Resumidamente, isso significa:

  • Analisar seus desejos em relação às suas reais necessidades habitacionais;
  • Entender seu momento de vida, suas finanças e, por fim, seu orçamento.

Dessa forma, se você ainda não tem uma reserva, nem investimentos rentáveis ou qualquer outra garantia, o melhor é esperar e investir depois de ter conseguido uma delas.

Nesse caso, opte pelo aluguel de um imóvel mais compacto e trabalhe suas finanças para o futuro. Por exemplo, crie uma poupança para comprar imóvel. Isso já ajudará na aquisição de sua casa própria.

Afinal, é melhor morar de aluguel ou financiar?

Muitos podem dizer: é melhor pagar algo seu, no caso do financiamento. Mas, cuidado. Pois, se seus rendimentos não forem fixos, tão pouco constantes ou minimamente garantidos, você corre o risco de pagar por algo que não se tornará seu.

Tenha em mente que há o momento para ambas as alternativas. A saber, quando não se tem um plano de vida em um local fixo nos próximos anos ou a fonte de renda é bem irregular, o aluguel pode parecer mais apropriado.

Contudo, quem tem renda fixa e também quer viver no mesmo lugar ao longo de muitos anos, o financiamento torna-se uma alternativa a ser considerada.

Portanto, se você ainda está na dúvida entre morar de aluguel ou financiar, medite sobre sua realidade e suas expectativas para o futuro. Comente abaixo e nos conte seus planos!

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